Quem são eles?

Por enquanto, somos somente um grupo de, literalmente palhaços, que saem pelas ruas, shoppings, eventos e etc para simplesmente abraçar as pessoas, ou mesmo que seja um aceno.

Muitas pessoas passam por tudo na rua sem dar a menor importância.
Uma nuvem, um nascer do sol, um músico, um poeta, ou mesmo uma flor. Isto passa despercebido pelas pessoas.
Simplesmente chamamos a atenção para que o valor de coisas tão simples e tão agradáveis volte a subir.

As pessoas se esquecem, do quão bom é um abraço, Do quão bom é um sorriso, de como é agradável receber um "bom dia" de coração.
Porque não tem sentimento melhor que chegar em casa, sabendo que fez pessoas pensar sobre a vida, pois a vida não é algo isolado, mas é teu.

Que tu pode dar abraços em pessoas, e mostrar o quão simples é. E faz bem! Assim como uma flor, um sorriso, ou um aceno.
E se cruzarmos os braços, esperando pela maioria, TODOS, inclusive vocês, vão acabar irritados, se esquecendo de como era a vida...
....Quando eramos crianças.

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sábado, 31 de julho de 2010

Encosto

Hoje pude reparar, por minhas atitudes mesmo, como nos sentimos perante outras pessoas que, das quais, "não tem importancia" para nós.

Ônibus. Nenhum lugar disponível para assentar-se, várias pessoas em pé; todos evitam encostar uns nos outros.
É notável como é indesejavel o contato físico, mesmo que sem querer com outras pessoas.
Sentar-se no banco, e a pessoa ao seu lado se encolhe para se distanciar um pouco.
Alguém fica no inicio do corredor, a outra se posta ao final.
São como marcações de territórios.

Porém, como foi dito no último post, a carência se ampliou muito nas pessoas por causa da individualização.
E de tal forma a individualização se põe, que o suprimento da carência se coloca em segundo ou terceiro ou em qualquer outra posição, quando se trata de "resolver problemas".

Relato de um homem:
"Parei o carro para abastecer. Entrei na loja de conveniências do posto e comprei um café. E quando eu sai, um homem vestindo trapos e todo sujo, me pede um cigarro. E eu vi nos olhos dele, eu pude sentir que ele não queria um cigarro, ele não precisava de um cigarro. Ele precisava de uma abraço, algum contato com outra pessoa.
Então eu abri os braços e disse: Mê dê um abraço.
E o homem veio até mim e me abraçou. E me abraçou forte, começou a chorar. Então eu, chorando também, disse para ele ir procurar centros da prefeitura que eles iriam ajudá-lo, dar a ele algo para comer, um lugar para dormir, lavariam o cabelo e todo o mais.
Rapaz, foi uma experiência forte. Então o homem me agradeceu e foi embora, nem lembrou mais do cigarro"

Só mais uma prova da necessidade de contato humano, que por mais mágico que pareça, os HUMANOS precisam. Talvez com um ar renovado e bom humor, seja mais fácil encarar o fato de ter que andar com outras pessoas.

Em diversas histórias, os velhos são chamados de sábios. E não é por menos, eles são os que melhor se relacionam com outras pessoas. Não chega a ser raro eu estar no ônibus/metrô e algum deles começar a conversar comigo, e contar histórias de como era a juventude deles. São sábios e entendem a necessidade de socializar na sociedade.

E hoje existe uma pequena marca que separar o intrínseco do real. Uma pequena coisa que nos leva a consciência e nos devolve quando é tarde de mais para tentar voltar atrás. A marca de um fone de ouvido.
É o que eu tenho à dizer, após tanto tempo sem posts meus.

FEAR    ;o)

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